sábado, 30 de junho de 2012

DILEMA DE PASSOS E PORTAS: APROFUNDAR O ABISMO OU ABRIR OS OLHOS ?

O dilema de Passos Coelho e de Paulo Portas, é-lhes bem doloroso, pois estes Senhores Governantes, para ganharem as eleições prometeram não subir impostos nem cortar nos rendimentos, mas depois em nome da "correcção do défice orçamental já" imposto pela Alemanha, apenas se limitaram a fazer isso mesmo: a subir os impostos, e a cortar nos rendimentos de quem trabalha e dos reformados.

Várias vozes se levantaram contra essa política de austeridade e os avisos foram abundando: por esse caminho, a economia vai ao fundo, as PME vão para a falência e as famílias ficam estacionadas no desemprego, pois sem poder de compra ninguém compra e ninguém investe!

O Passos e o Portas fizeram ouvidos moucos e receberam elogios de quem impunha estas medidas tolas, mas à custa da recessão económica, de milhares de PME encostadas à boxe, e do crescimento em flecha do desemprego.

Só mesmo  ceguinhos  como Passos e Portas, não queriam ver o que se estava a preparar: com a recessão económica profunda, as receitas fiscais baixariam, (e continuarão a baixar enquanto não for minimamente restabelecido o poder de compra dos cidadãos em geral).

A tentação para aplicar "corajosas" medidas adicionais de austeridade, fervilha na cabeça de Passos e de Portas, pois afinal são tão fáceis de tomar, e o povo já mostrou que é pacífico e até gosta de  levar no lombo! Para além disso os "media" transformam os vilões em corajosos heróis  ...

O problema é que os lobbies empresariais já estão  a abrir os olhos e a entenderem que se não têm clientes (por que não há poder de compra), então tornam-se necessárias medidas contrárias às de austeridade (estas só servem para envenenar mais o moribundo). Sem poder de compra capaz, não há empresário que invista na economia real, por isso com mais austeridade vamos  ficar com um país cheio de desempregados, com empresários cheios de dinheiro nos bancos (off-shore incluídos) e em aplicações financeiras) mas com zero de investimento produtivo ficamos com o país no ócio, o que é o contrário do que precisamos actualmente todos (de negar o ócio, de "negócios")!

O dilema de Passos e Portas reside então em decidirem se vão  continuar colados à política de desastre (de austeridade) da Srª Merkel (custe o que custar), ou se resolvem ter bom senso e olhar de facto para a economia portuguesa real. Olhar para a economia portuguesa pode ajudar o Governo a resolver os problemas da baixa das receitas fiscais, o que passará pela baixa de impostos (do IVA em particular).  Mas isto será  areia de mais para a cabeça de Passos e Portas, "penso eu de que"! :))))

Claro que abrir os olhos implica ter coragem para enfrentar a Srª Merkel (fazer como o fizeram Itália e Espanha), exigindo "prazo razoável" para o equilíbrio do défice orçamental. Mas essa coragem tem a ver com assumir a realidade, e com enfrentar os mais fortes e não os desgraçados dos trabalhadores e reformados. Ou seja tem a ver mesmo com coragem, o que de facto não tem caracterizado estes dois governantes os quais têm primado para além da mentira, também pela subserviência à Srª Merkel, liquidando os direitos dos trabalhadores, liquidando o poder de compra dos cidadãos e liquidando a economia, ..., mas produzindo continuamente muitos  desempregados, e sem resolverem nenhum problema: dívida soberana cresce, recursos naturais soberanos vão parar às mãos do capital estrangeiro, ..., e todos ficamos sem os anéis e sem os dedos!

terça-feira, 26 de junho de 2012

DESEMPREGADOS E O BLA , BLA, BLA, DE PASSOS COELHO !!!



No Blá Blá Blá anterior PC refere-se aos compromissos internacionais com a TROIKA, e quanto a isso nada a dizer, a não ser que o próprio  PC focou desde o início que queria ir para além da TROIKA! Ou seja não só gostava das "medidas troikianas," como queria aplicar mais "austeridade" o que de facto aconteceu por exemplo com a espoliação dos subsídios de férias e de natal aos trabalhadores e reformados portugueses.
Vejamos então o verdadeiro blá blá blá de PC e as suas soluções para os desempregados. A seguir a cada frase de PC, damos o nosso comentário:
"Em apenas um ano já iniciámos várias reformas estruturais que lançarão as bases de um Portugal mais competitivo, mais próspero e mais justo".
-que reformas foram essas? aumentar impostos e cortar rendimentos são reformas? e isso tornou Portugal mais competitivo (???) mais próspero (???) e mais justo (???)
"Estamos hoje bem mais próximo de ultrapassar esta crise e bem mais próximo de ter um País com oportunidades para todos, e por isso queria expressar-vos, de maneira clara e inequívoca, o orgulho imenso que tenho pela coragem e determinação dos Portugueses na procura destes resultados, conseguidos a imenso custo pessoal por todos." 
- mas não deveríamos ser nós,   trabalhadores e reformados a termos  orgulho ???  PC apenas nos está  a impor esses aumentos de impostos e esses cortes de rendimentos , no nosso "dorso ensanguentado". 
"No entanto, tive também oportunidade de sublinhar os resultados menos bons, em particular o aumento do desemprego, que sei que afecta muitos dos que estão a ler este post. Apesar de ser uma consequência esperada da crise económica, o desemprego não deixa de ser uma chaga social que exige resposta imediata – quer no apoio aos que hoje se encontram nesta difícil situação, quer na procura de soluções para que todos possam rapidamente encontrar a sua realização profissional".
-de louvar  o grau de coerência de PC, ao considerar que o aumento de desemprego é uma consequência esperada (deliberada deveria ter dito) da crise económica (da forma como está a aproveitar-se da crise económica ...).
"A todos os que estão hoje desempregados quero deixar uma palavra de encorajamento e a minha garantia pessoal que tudo continuaremos a fazer para que estes momentos difíceis sejam ultrapassados tão rapidamente quanto possível."
-queriam soluções para o desemprego ??? PC dá-nos apenas e só a sua garantia pessoal (a qual vale tanto como no antes e depois das eleições...).
"Um ano depois de tomar posse há ainda muito a fazer, mas estamos mais perto de vencer as dificuldades maiores e de realizar este desígnio de verdadeira mudança que fique ao alcance de todos. Encontraremos, todos juntos e todos os dias, as forças e o ânimo necessário para persistir e vencer as contrariedades. Durante este percurso já percorrido, os Portugueses têm dado mostras da sua forte vontade e tremenda lucidez para, apesar dos sacrifícios, trabalhar em defesa de Portugal e do seu futuro."
-um ano depois temos o défice orçamental a resvalar por diminuição das receitas fiscais, um desemprego entre os jovens nunca visto, maior dívida soberana, falências em série das PME, e estamos também a ficar sem os recursos naturais (EDP, REN, PT , ... que já já marcharam para o capital estrangeiro!
"É obrigação do Governo não falhar nesse desígnio e mostrar respeito pelos esforços e sacrifícios dos portugueses. É o que continuaremos a fazer sem vacilar."
-PC é mais uma vez coerente e diz-nos (traduzindo as suas últimas palavras): tenho-vos dado no lombo com impostos e com cortes de rendimentos sem cessar, e pelas Vossas reacções demonstrais que estais a gostar, por isso e por que respeito o Vosso masoquismo , vou continuar a tourear-vos com todo o gosto!!!
"Pedro Passos Coelho"
- ou seja PC, o 1º ministro que está a destruir a soberania do  país, a pôr a sua economia no charco, a enviar em série as PME para a falência, e a bater todos os recordes de desemprego, e 1º ministro com muito orgulho do que está a fazer, e por isso vai continuar o mesmo caminho, por que nós gostamos e deixamos!!!

domingo, 24 de junho de 2012

ARMADILHA TRIÇOEIRA DE BARROSO / MERKEL / LAGARDE A PORTUGAL !


 I - A ARMADILHA DA MERKEL/ BARROSO  EM CINCO PASSOS
                 
O Governo português está  a ser confrontado com uma armadilha montada pela UE (Barroso) BCE (DRAGUI) e FMI (Lagarde), a qual  visa  conduzir a economia  portuguesa  para a impotência total, tal como aconteceu na Grécia, e em benefício exclusivo dos banqueiros internacionais!
De facto sabendo a UE/FMI que a economia portuguesa não tem de facto capacidade para pagar a dívida e os seus juros, não está,a UE/FMI, como o deveria estar, a ajudar Portugal a enriquecer, o que constituiria a única forma séria de ajudar Portugal a solver os seus compromissos!

Barroso,  Laguarde, e Merkel estiveram  em sintonia para armadilharem a economia portuguesa e tramarem de facto os trabalhadores portugueses. Senão vejamos:

1º PASSO:  Barroso / Merkel - Sarkozi incentivaram o défice orçamental em 2009  e o endividamento soberano.

O que esteve por detrás do enorme endividamento do estado português?

A UE através de Barroso e de Merkel/Sarkozi (todos da direita neo-liberal alinhados no Partido Popular Europeu), incentivaram os gastos orçamentais dos Governos europeus, com a justificação de que era necessário acudir ás famílias e ás PME por causa da crise imobiliária do sub prime que rebentou em 2008.
Lembra-mo-nos aliás de a própria Manuela Ferreira leite ter caído nessa esparrela, ao considerar (na disputa eleitoral que teve com Sócrates) que era necessário aumentar as despesas Sociais para apoiar as famílias.
Por isso Portugal passou de um défice orçamental de 3% (2007) para 9% em 2010, e por isso a dívida soberana passou da casa dos 60% do PIB, para a casa dos 90% do PIB  em 2010.
O mesmo aconteceu em geral a todos os outros estados membros da UE (passaram o défice orçamental dos 3% para os 9%, e a sua dívida soberana disparou ainda mais que em Portugal.


2º PASSO : Barroso e Merkel-Sarkozi, tiraram o tapete aos estados membros do Sul e impõem um rápido absurdo reequilíbrio, sabedores da sua impossibilidade. 


Grécia, , Portugal, Espanha, Itália, Irlanda, ..., que começaram em 2011 a estabelecer planos de reestruturação do equilíbrio  orçamental, foram confrontados com a exigência estapafúrdia   de Barroso e Merkel-Sarkozi de acelerarem a todo o vapor a reestruturação do equilíbrio orçamental.
E por que impuseram Barroso e Merkel-sarkozi essa aceleração estúpida do equilíbrio orçamental?
Por que sabiam que os países do Sul, com economia mais débil, iriam financeiramente estourar!  

Para cumprir os desígnios da UE dirigida por Merkel-Sarkozi, os governos dos países do Sul teriam de reduzir  os défices da sua balança de pagamentos (que era superavit ária nos países do centro)  e como tal teriam de reduzir  as suas importações e aumentar as suas exportações e ao mesmo tempo conter as despesas públicas.
Mas a verdadeira armadilha incidia na imposição absurda de Merkel-Sarkozi de que isso fosse efectuado a grande velocidade, através de um plano violento  de austeridade em dois vetores:
     - redução rápida e drástica das importações, o que implicava um corte violento do poder de compra, nomeadamente ao nível das classes médias;
     - redução  rápida e violenta das despesas sociais, o que implicava redução drástica e violenta dos serviços públicos da saúde, educação e segurança social (a tal apregoada reforma estrutural do Estado).

3º PASSO: provocaram o máximo de dificuldades financeiras para forçar a retirada da gestão estratégica da economia aos governos desses países


A retirada violenta do poder de compra aos cidadãos (em especial da classe média) , sabiam muito bem Barroso, Merkel-Sarkozi , iriam induzir uma violenta recessão económica, aprofundada ainda mais com a subida enorme de impostos (IRS e IVA), e as consequências dessa política ardilosa eram de forma deliberada:
   - criar um desemprego galopante, por forma a asfixiar os governos com despesas sociais mais elevadas, e dessa forma  obrigarem  os governos a reduzirem sempre mais os serviços públicos da saúde, educação e segurança social (redução dos apoios do subsídios de desemprego, de doença, ...);

   - criar um efeito boomerang também nas receitas fiscais, derivado do facto de a uma subida de impostos corresponder já uma maior descida das receitas fiscais;
  - isso conjugado com as exigências permanentes de redução absurda dos défices orçamentais e com a necessidade de amortizar dívida e juros da dívida soberana, conduziam os governos á necessidade inultrapassável de venderem ao capital estrangeiro as melhores empresas públicas, perdendo os governos desses países dessa forma  o controlo estratégico da economia (EDP, GALP, PT, REN, CTT, ÁGUAS, ...) sobre a gestão dos seus recursos naturais soberanos, mas agora de posse do capital estrangeiro (capital estrangeiro esse oriundo dos países com superavit da sua balança de pagamentos - Alemanha, França, China, Angola, ...).


4º PASSO:  Destruída a economia interna, reduzidos os salários, destruídos os serviços públicos, chega a altura de escalonar a dívida para as calendas!


Depois, mas mesmo só depois, de arruinar a economia desses países, de os recursos soberanos terem sido entregues ao capital estrangeiro, de ter destruído os serviços públicos da saúde, educação e segurança social, segue-se então a tomada de medidas visando manter de pé esses países, por forma a poderem liquidar o máximo de dívida soberana (nem que seja por um século) e os juros da dívida.
Na Grécia, como o abuso da austeridade foi sobre-dimensionado, a economia do país colapsou, e Barroso e Merkel-sarkozi recorreram ao perdão parcial da dívida e dos juros, com reforço de financiamento, para  que a Grécia não saísse do Euro, totalmente na bancarrota.

Em Portugal esse plano vai agora entrar  na destruição dos serviços públicos (o tal corte exigido dos 4 mil milhões). Mas já temos as PME dos mercados internos arruinadas e falidas, os salários abaixo do limiar da pobreza, os direitos do trabalho zerados , e a classe média destruída e a caminho de ser ainda mais destruída no corte dos tais 4 mil milhões a par de uma carga fiscal verdadeiramente escravizadora. Claro que os combustíveis e a electricidade já marcharam, e as águas irão a seguir.
Depois de estarmos no charco virá então, tal como na Grécia o escalonamento da dívida para as calendas, pois nem hipóteses teremos de aguentar os juros.

5º PASSO: Timing para a  Recuperação económica


Perante um exército enorme de desempregados, a ruína do sector interno da economia, os salários indigentes de miséria, e a baixa crescente das receitas fiscais induzidas pela sempre crescente recessão económica, começa então a falar-se da necessidade de recuperação económica para tentar inverter o rumo diabólico imposto a esses países,  deliberadamente, para sacar os seus recursos naturais soberanos.
É que se a recuperação não for possível, ou não for operada, torna-se evidente que esses países não conseguirão pagar sequer  nem a dívida nem os juros da dívida, o que não é desejável no ponto de vista dos credores (banca nacional e internacional).
Por outro lado a recuperação económica a operar-se levará ao aumento das exportações da Alemanha e outros países do centro para os países do Sul, pois os seus sectores de produção de bens de substituição de importações foram arruinados.

    
     
II - QUEM QUIS CAIR NA ARMADILHA E QUEM  A PÔS EM CAUSA

1 - O Governo PSD/CDS com a cumplicidade da UGT e do PR


O Governo PSD/CDS abraçou a armadilha montada por Barroso e Merkel-Sarkozi, e assumiram publicamente que iam empobrecer o país, ou seja iam provocar a ruína da economia interna, a falência de dezenas de milhares de PME, a insolvência de dezenas de milhares de famílias, o desemprego forçado de centenas de milhares de trabalhadores, e simultâneamente destruir as classes médias, os serviços públicos da saúde, educação e segurança social e a entrega ao capital estrangeiro dos recursos soberanos nacionais. 
E o Governo PSD/CDS assumiram essa traição ao país, às PME e às famílias portuguesas em nome da restauração do capitalismo selvagem no nosso país: zero direitos para quem trabalha, o máximo de impostos para quem trabalha, e todos os direitos e privilégios para os "investidores" (banqueiros e grandes interesses económicos).  

2. A contestação do  Conselho Económico-Social e do PS


O Conselho Económico Social (CES) detectou de imediato a armadilha a que Barroso, Merkel -Sarkozi estavam a sujeitar quer a Grécia, quer Portugal, e avisaram que era prioritário renegociar a dívida soberana e os juros excessivos dessa dívida, sem o que todas as demais medidas de austeridade só serviriam para arruinar a economia e a sociedade portuguesa, sem resolução nem do défice nem da dívida.

O PS juntou-se ao CES aquando do orçamento para 2013, face à constatação do falhanço da política de austeridade imputada ao orçamento de 2012 (e o orçamento 2013 visava apenas aprofundar a ruína do país ainda  mais que o orçamento de 2012).
Mas o Governo PSD/CDS na sua cegueira ideológica (e com a cumplicidade da UGT e do falseta Cavaco Silva -falseta por que fingia não querer o que promulgava ás claras) não hesitava em continuar a sua traição e a arruinar o país e a sua economia e a prosseguir dentro da armadilha traçada por Barroso e Merkel-Sarkozi (do partido popular europeu) , sabendo obviamente que não estava a resolver nenhum problema do défice nem da dívida, e que tudo iria no final ficar pior e com as melhores empresas públicas em mãos do capital estrangeiro (ou seja Portugal sem a sua soberania económica e sem capacidade de gestão estratégica sobre a sua economia).  

3- A situação actual


Estamos agora confrontados com uma política totalitária de um governo PSD/CDS que arruinou e continua a arruinar a economia do país, com o beneplácito de Cavaco Silva, com taxas de desemprego jovem na ordem dos 40%, com uma taxa oficial de desemprego superior a 17% (mas a real será bem na ordem dos 25%), com salários de autêntica miséria e de indigência ao nível europeu, com uma brutal carga fiscal escravizadora dos rendimentos do  trabalho e das reformas, e sem o controlo estratégico da economia que está agora nas mãos do capital estrangeiro.Estamos mais pobres, mais falidos, com recessão económica contínua, em vias de serem destruídos os serviços públicos da saúde, educação e segurança social, e sempre, (como desde sempre avisou o CES) sem capacidade de amortizar a dívida soberana e os juros da mesma.
Mesmo depois de destruídos os serviços públicos, continuaremos sem capacidade de pagar a dívida e os seus juros, os quais canibalizam de facto o orçamento. Mas este Governo PSD/CDS (cujos altos militantes provocaram a fraude gigantesca do BPN, as dívidas ocultas da Madeira,  e o caso dos submarinos), sabendo isso tudo, persistem em trair o povo português, que enganou fraudulentamente nas últimas eleições, e limitam-se a pedir mais um ano de carência para o défice e o escalonamento da dívida soberana.

4. Que soluções ?


A única e verdadeira solução é a apontada desde sempre pelo CES: prioridade máxima à renegociação da dívida soberana com redução drástica das taxas de juro!


Sem isso resolvido sabemos nós, sabe o Governo, sabe o Cavaco, o  Barroso e a Merkel, que é só afundarmos-nos mais e mais no abismo, com crescente incapacidade de pagar a dívida soberana e com crescente incapacidade de fazermos frente aos juros da dívida e já sem empresas públicas para serem venDADAS ao capital estrangeiro!


A traição deste Governo PSD/CDS aos portugueses e à sua economia não para pois tem a cumplicidade de Cavaco Silva (o qual como todos sabemos está mergulhado na bagunça do BPN, e foi empurrado para a recandidatura pelos interesses dos banqueiros aos quais está manietado).


E se não houver resistência popular organizada, com base no artigo 21º da CRP, que obrigue á demissão imediata deste governo miguelista traidor da pátria e dos portugueses, vamos continuar a assistir ao crescendo do holocausto económico-social da sociedade portuguesa, a par da privatização dos sectores públicos que restam: águas, ctt, ..., e a par da ruína total das PME ligadas á produção de bens de substituição de importações, e do crescimento imparável do desemprego.


No final, depois de esgotado o plano de Barroso, Merkel-Sarkozi, de colonização total da economia portuguesa pelo capital estrangeiro, a UE/FMI irá finalmente propor o perdão parcial da dívida como o fez com a Grécia!

Mas será que Barroso, e a Merkel, e estes impostores  governantes portugueses do PSD/CDS  pensam que estão ainda a conseguir  a enganar os cidadãos  portugueses?       Pensarão porventura que os portugueses não sabem já que estão a ser condenados á miséria económico-social, para mero enriquecimento dos banqueiros nacionais e internacionais (olá Goldeman Sacks de Dragui e de Borges), e que essa é a razão única pela qual o BCE está impedido pela Alemanha de financiar directamente os estados da UE?

Este Governo está deliberadamente a instaurar o capitalismo selvagem em Portugal, e a entregar os recursos naturais  soberanos ao capital estrangeiro, e sabe que está a condenar o povo portugu~es ao holocausto grego.

Mas este Governo está também iludido que vai conseguir efectuar a recuperação económica do país, com base no regresso aos mercados financeiros, e então perguntemos:

   - como vamos sair do "rating de lixo" (onde foi colocada precisamente pela crise política originada por Cavaco aliado aos banqueiros)  com a nossa economia arruinada e com a dívida soberana que não para de crescer, já acima dos 120% do PIB?   Podemos confiar na boa vontade das empresas de rating, quando estas nos colocaram no lixo por estarmos numa crise política, mas com a dívida soberana ainda abaixo dos 100% do PIB?
   - e como se conseguem controlar as taxas de juro dos mercados financeiros, as quais ao mínimo deslize de Itália ou Espanha( factores exógenos) , sobem de imediato para valores incomportáveis?
   - e com o desemprego monstruoso provocado deliberadamente por esta política económica de traição à economia portuguesa, como vai este des-governo conseguir corrigir os défices orçamentais? 


III - CONCLUSÃO


O Conselho Económico e social apontou o único caminho certo: em primeiro lugar efectuar a renegociação da dívida (capital e juros e só depois a reforma estrutural do estado e da economia) .


Mas essa solução do CES apoiada pelo PS, contrariava a armadilha bem montada por Barroso e Merkel e super acarinhada pelo Governo PSD/CDS (que integram o partido da Merkel na UE)  de implantar o capitalismo selvagem  em Portugal, de destruir o estado social em Portugal, e de alienar os recursos naturais soberanos ao capital estrangeiro (colonização da economia portuguesa) e de ao mesmo tempo propiciar biliões de ganhos aos banqueiros nacionais e internacionais com o diferencial dos juros do BCE e do financiamento da dívida ao estado português, à custa do holocausto imposto aos Empresários das PME do sector interno da economia, ás classes médias e aos reformados.


A UE e o FMI sabem muito bem que para resolver a crise na UE bastaria o BCE poder financiar directamente os Estados membros, mas isso não o quer a Alemanha por que não o querem os banqueiros internacionais, os quais ganham biliões com essa política do BCE imposta por Merkel (subordinada aos interesses desses banqueiros).


A Merkel e Barroso sabem muito bem que a crise do euro favorece os superavit da Alemanha e dos países do centro da UE, mas provocam a crescente degradação da economia dos países do SUL, os quais na ausência de medidas de coesão económico-social se vão potestativamente  suicidando lentamente na zona da moeda euro!


Por isso a Merkel não quer os Estados Unidos da Europa, com Governo e parlamento democráticos, eleitos por todos os cidadãos europeus, pois dessa forma o orçamento dos EUE teria de garantir a coesão económico-social, tal como sucede actualmente nos EUA.    


Por isso e enquanto este Governo PSD/CDS tiver a cumplicidade do PR e da UGT, continuaremos a ser "merkelizados" rumo ao holocausto económico-social, em benefício exclusivo dos banqueiros nacionais e internacionais.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

1º Aniversário do governo PSD/CDS : país e cidadãos portugueses mais pobres, mas capital estrangeiro mais rico!

Qual o balanço de um ano de governo PSD/CDS ?

I - Os mais afectados negativamente foram:
      1 - as PME que laboram para o mercado interno;
      2 - os trabalhadores e reformados;
      3 - os pequenos accionistas.

1. As PME do mercado interno, devido à forte redução do poder de compra dos consumidores em geral, viram as suas vendas baixarem drasticamente, e perfilaram-se no caminho da insolvência.

2. Os trabalhadores e reformados deixaram de ter segurança jurídica com este Governo, o qual lhes arrasou os direitos (o trabalhador pode ser facilmente despedido com um pontapé mal disposto do seu patrão, e sai da empresa com uma mão à frente , outra atrás, e sem perspectivas de novo emprego (fica sem a casa, fica sem saber como alimentar os filhos, e a melhor opção será mesmo emigrar se puder, ou suicidar-se se tiver coragem para tal). Antes que entregue os filhos à segurança social para o drama não ser ainda maior!

3. Os pequenos accionistas viram as suas poupanças esvoaçarem para o bolso dos especuladores da bolsa: perderam em média 70% das suas poupanças (no caso de acções dos bancos, perderam mais de 90% da poupança)!!!

II - Os que mais beneficiaram:
   
      1. O CAPITAL ESTRANGEIRO, que abocanhou as boas empresas privadas (acções a preço de pechincha na bolsa) e as boas empresas públicas (EDP, REN, ...) as qauis em regra representam monopólios naturais, que irão beneficiar os seus novos proprietários com lucros supra-normais;
     2. O PATRONATO EM GERAL,  que beneficiou de uma reforma laboral a seu favor, com o aval da amarela UGT: os trabalhadores passaram a trabalhar mais sete dias por ano, mais horas, e a ganhar menos (calcula-se em cerca de 7 mil milhões de euros o ganho mínimo do patronato com essa reforma laboral! Ora sabendo-se que a riqueza nacional repartida pelo trabalho nem chega aos 40% , vamos portanto a caminho de um sistema esclavagista sem tirar nem pôr! (No final só o patronato ligado ao sector de exportações ganhou, pois o outro patronato faliu, juntamente com o poder de compra dos trabalhadores em geral)!


III - A reforma geral do aparelho de Estado está agora a avançar, mas com muita propaganda e muita trapalhice: é uma reforma ADOC, na qual os serviços públicos vão mingando e subindo de preço os seus serviços. Ficamos a ter menos Estado e pior Estado (quando deveria ser menos Estado e melhor Estado). A preocupação é despejar trabalhadores do Estado para a rua e para a amargura!

IV - Défices orçamentais



Lá vão diminuindo por força também de muitos malabarismos e trapalhadas (transferências de fundos de pensões), e também à custa do sacrifício dos trabalhadores do estado e das PME comerciais e industriais do mercado interno, que vendem muito menos, pois os consumidores estão depenados  (pelo Governo).
Um perigo a assinalar: corremos o risco de ficar sem sectores de produção de bens de substituição de importações, com maior dependência futura das importações desses bens (lá virão  outra vez as máquinas da Alemanha!).
As receitas fiscais do Estado, apesar do aumento incessante de impostos directos e IVA, estão já a DIMINUIR, o que demonstra que a margem de manobra do Estado sobre os impostos e rendimentos já não existe! Se calhar deveria mesmo pensar em baixar pelo menos o IVA, pois a recessão económica já atinge negativamente os défices orçamentais.



V-  Dívida Soberana


Sempre a subir, e torna-se crescentemente insuportável a carga de juros dessa dívida! Está mais que visto que não vamos ter capacidade alguma para solver os nossos compromissos internacionais, e isso para contentamento do FMI e da UE que alegremente nos vão continuar a colonizar e a apoderarem-se dos nossos recursos naturais soberanos.


Conclusões:


Balanço positivo:
- para o capital estrangeiro (mais gordinho e na posse das nossas boas ex-empresas públicas);
- para os lobbies empresariais (enganador, pois quanto mais escravos se tornam os trabalhadores mais pobre será o mercado interno, e a ganhar só ficam as empresas exportadoras);
Balanço negativo:
-para a economia que empobreceu (objectivo pre-determinado do Governo), e que corre o risco de ficar presa no ciclo de empobrecimento (mercado interno arrasado);
-para os trabalhadores e reformados que perderam sucessivamente direitos e rendimentos directos e indirectos, devido ás políticas económicas neo-liberais do governo, e por que das políticas imbecis de austeridade do governo resultou um exército avassalador de desempregados que pressionam para baixo ainda mais os direitos e os salários dos "felizardos" que ainda conseguem trabalho!;

-para a soberania portuguesa: ficamos sem os nossos recursos naturais soberanos e com maior dívida soberana, a par da maior dependência de importações de bens, que antes eram produzidos internamente!  


Em suma, só mesmo o capital estrangeiro pode cantar vitória, pois passou a deter o melhor da nossa economia (acções das boas empresas privadas, e monopólios naturais ex-públicos), para além de continuar a deter o poder chantagistico e colonizador da dívida soberana (que não parou, nem vai parar de aumentar) sobre o poder político-económico do nosso país, sendo que na nossa economia apenas se salvaram as empresas exportadoras: tudo o demais se transformou por força das ditas medidas de austeridade numa pobreza extrema e num deserto industrial!


       

      

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O NACIONAL SOCIALISMO DE MISÉRIA IMPOSTO PELOS PSEUDO LIBERAIS DO PSD/CDS!


I - VALERÁ A PENA TRABALHAR EM PORTUGAL?

Do dinheiro que recebemos do nosso trabalho, o que vai para o IRS, para a Segurança Social, para o IMI, para o IC, ..., pouco sobra para a alimentação!

Depois do enorme aumento de impostos em 2012, e pior ainda em 2013, mais de 60% do rendimento dos portugueses, vai para o IRS, IVA, IMI, Segurança Social!
Se compararmos com o IRC pago pelas pessoas coletivas, verificamos estar perante um autêntico escândalo constitucional. E se nos lembrarmos que o Governo PSD/CDS aprovou um crédito fiscal ao investimento (seja substituição de máquinas, seja investimento novo, e promova a criação de mão de obra ou até implemente despedimentos coletivos) que conduz o IRC para taxas  até 7,5%.
Como é óbvio o Governo está a fazer uma transferência de dinheiro do bolso dos contribuintes particulares (trabalhadores e reformados) para os bolsos das empresas: trata-se de dar palha ao contribuinte, (lembra-se da história da TSU ?) ou seja os trabalhadores e reformados estão a ficar com os bolsos vazios e os grandes empresários com os bolsos cheios!

Trata-se de favorecer as grandes empresas, pois por exemplo aos empresários em nome individual, carrega-se à bruta no seu IRS (e por cada factura o empresário fica logo á cabeça com menos 25%, só de IRS, fora a Segurança Social! ).

Portanto este Governo PSD/CDS, está a manipular o IRS e o IRC, para transferir dinheiro do bolso dos trabalhadores e dos reformados para o bolso dos empresários accionistas de grandes empresas. É uma premissa liberal que o dinheiro nas mãos do investidor cria riqueza, enquanto o dinheiro nas mãos do trabalhador reformado, só gera gastos (de sobrevivência)!


II - O NACIONAL-SOCIALISMO IMPOSTO PELO  GOVERNO NEO LIBERAL PSD/CDS!

Quanto mais ganha mais paga, é o princípio levado muito a sério pelo atual Governo, mas é levado a sério demais! De tal forma que depois de impostos, a dita classe média fica despojada de mais de 40%  do seu rendimento, apropriado pelo Governo, que depois vai distribuir pelas grandes empresas.

Claro que o Governo PSD/CDS foi andando devagarinho: 1º- retirou direitos aos trabalhadores e reformados, com a ajuda preciosa do Proença da UGT; 2º  provocou deliberadamente desemprego massivo; 3º subiu enormemente os impostos!...

Não vale a pena trabalhar, pois se passa ao escalão seguinte do IRS leva forte e valente no focinho para aprender a não ser parvo!

Portanto a dita classe média ficou reduzida a desempregados, ou a trabalhadores que depois de impostos ficaram praticamente ao nível do salário mínimo grego, SEM POSSIBILIDADE SEQUER PARA MANTEREM AS SUAS CASAS E OS SEUS FILHOS A ESTUDAREM NA UNIVERSIDADE.
Este governo quer nivelar tudo por baixo numa maré de nacional - socialismo de miséria económico-social, num caldo de holocausto financeiro! 


III - O GOVERNO PSD/CDS  EMPOBRECE O PAÍS E OS CIDADÃOS PORQUÊ?

Como sabemos os grandes proprietários do far-west eram também os banqueiros (ou estavam combinados com eles), e depois dos bancos emprestarem dinheiro aos pequenos proprietários, tratavam de lhes prejudicar ao máximo as colheitas ou até de lhes vedar águas, para lhe poderem executar as hipotecas e assim o grande proprietário ficava cada vez maior e o pequeno proprietário / empresário desaparecia: ou emigrava ou transformava-se num trabalhador às ordens do grande proprietário.

Pois é esta a tática usada pela TROIKA e por este governo PSD/CDS, (sob a orientação de Barroso Dragui e Merkel), impõem políticas de austeridade para empobrecerrem os países devedores, e ao mesmo tempo vão açambarcando as suas melhores empresas públicas  e os seus recursos naturais.

No final, a tendência será para haver só "Grandes Empresas" privadas, pois as PME e as micro empresas já estão demasiado arruinadas para se levantarem (para além de que se tiverem crédito este será bem caro e bem mais caro que o crédito obtido pelas grandes empresas privadas).
Por outro lado os cidadãos são crescentemente arrasados pelos elevados impostos (aos quais não escapam os empresários em nome individual), e parte substancial desses impostos é transferido via "super créditos fiscais" para o bolso dos acionistas das grandes empresas, as qauis beneficiam ainda de preços de monopólio, e arrasam ainda mais com os cidadãos e com as PME.
Sobram centenas de milhares de trabalhadores que foram deliberadamente colocados no desemprego pelo Governo PSD/CDS , e sobram centenas de milhares de jovens que não encontram trabalho e têm de emigrar (é o que fazem melhor, pois por cá é só trabalho precário e miséria salarial, por isso o seu maior azar será mesmo conseguirem um emprego cá dentro!).
A isto podemos chamar de holocausto económico social, provocado pelas políticas de austeridade adotadas com todo o prazer pelo Governo PSD/CDS, sob a chantagem de uma dívida soberana e de um défice orçamental, os quais não param de subir, e põem dessa forma o país de cócoras e de bandeira invertida.

IV - A LIQUIDAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

A este governo PSD/CDS não basta levar á falência as PME e escravizar os trabalhadores e reformados, retirando-lhe os direitos, obrigando-os a trabalharem mais horas o mesmo ou com menor salário, e transferindo os seus rendimentos para as grandes empresas (através dos super créditos fiscais)  esse espólio fiscal confiscado através dos enormes aumentos de impostos.

A etapa seguinte é liquidar os serviços públicos. Não interessa se esses serviços públicos já têm carência de funcionários, ou melhor, sabendo isso mesmo, o governo PSD/CDS dá-lhes o golpe de misericórdia: retira-lhes dezenas de milhares de trabalhadores e esses serviços começam mesmo a dar o berro. Resultado: são criados serviços privados, para os quais começam a ir elevadas transferência de dinheiros públicos, que antes suportavam a qualidade daqueles serviços públicos (educação e saúde)!.
Portanto é mais do mesmo: transformar o Estado em serviços mínimos, e libertar os dinheiros dos impostos (que não diminuem) para os grandes negócios privados , onde estão os verdadeiros patrões dos ministros e dos deputados dependentes da maioria que desgoverna o país!
Esta é a fase em que nos encontramos actualmente, e que a não ser imediatamente travada, conduzirá ao "despedimento coletivo" de dezenas de milhares de funcionários públicos e de professores, por forma a tornar não funcionais esses serviços, dando assim a oportunidade para aparecerem os tais grandes negócios privados, os quais iraõ beneficiar de mais "super créditos fiscais" ou de transferências de dinheiros públicos que antes serviam para manter os serviços públicos a funcionarem. 


V  - SITUAÇÕES ABERRANTES:
1 - O CASO DA COBRANÇA DO IMI AOS CASAIS DESEMPREGADOS

Situação no Vale do Ave: CENTENAS de casais desempregados, sem quaisquer rendimentos a não ser a ajuda dos vizinhos, sem subsídio de desemprego e sem subsídio de reinserção social , estão ameaçados pelas Finanças, de penhora das suas casas, por falta de pagamento do IMI.

Mas como querem as Finanças que esses casais paguem o IMI, por mais pequeno que possa ser o seu valor, se não recebem nem cheta e estão desempregados, e apenas não morrem à fome devido á ajuda dos vizinhos?

Portanto esses casais que já perderam a dignidade de cidadãos, pois nem sequer conseguem sobreviver, seja pela Segurança Social que não os apoia, seja por que não têm emprego nem subsídio de desemprego, vão ser expulsos pelas Finanças das suas casitas (são casas de gente pobre , gente que vivia dos rendimentos do trabalho), e vão viver para onde? Vão viver nas casas dos vizinhos?

Que resposta tem para estas situações (às centenas) o Presidente da República?
Que resposta tem para estas situações o Provedor da Justiça?
Que resposta tem para estas situações o Procurador Geral da República?
Que resposta tem para estas situações o Ministro das Finanças e o Primeiro Ministro?
Que resposta tem para estas situações o provedor da Santa Casa da Misericórdia?
Que resposta tem para estas situações os secretários gerais da UGT e da CGTP ?

As Instituições Públicas funcionam normalmente, e ninguém enfrenta estas situações extremamente desumanas, as quais apontam um único caminho de dignidade: o suicídio desses cidadãos, espoliados do emprego, espoliados do subsídio de desemprego, espoliados do subsídio de reinserção social, e agora finalmente espoliados da sua humilde habitação, por não terem como pagar as prestações do IMI exigidas pelas Finanças (ainda que se trate de prestações baixas, a verdade é que não têm quaisquer rendimentos, e vivem apenas da caridade dos vizinhos!

E os filhos desses casais, serão entregues à Segurança Social, tal como já sucede há algum tempo na Grécia?

Que culpa  têm essas pessoas, algumas das quais até fizeram e completaram estudos superiores, mas que lhes vêm vedado o direito constitucional ao emprego, à segurança social, e agora até à sua casita?
E que culpa têm as crianças filhas desses casais sem eira nem beira, cujo grande azar foi terem nascido em Portugal?

E que vão fazer essas pessoas: suicidam-se a elas próprias depois de matarem os filhos, ou entregam os filhos primeiro à segurança social?

2 - O CASO DO DESPEJO DOS IDOSOS

Nada escapa à voracidade capitalista selvagem deste Governo PSD/CDS, e os idosos que já foram espoliados das suas reformas, e já têm reais dificuldades de suprir a sua sobrevivência sócio-biológica, ficam sem as casas que ousaram comprar e que ainda estavam a pagar aos bancos, ou são despejados das suas casas arrendadas, pois face ao aumento das rendas, não têm como pagar!

Por isso o nacional socialismo implementado pelo PSD/CDS à boleia da TROIKA, irá deixar o nosso país de pernas para o ar, e com mendigos aos montes, resultantes do despedimento dos professores e dos funcionários públicos, os quais vão juntar-se aos trabalhadores  desempregados (das PME falidas e dos despedimentos coletivos operados pelas grandes e bem lucrativas grandes empresas agora todas privadas).
É convenhamos um nacional socialismo de miséria económico-social, bem gerido por uma dívida soberana impagável e sempre em crescimento, a par do défice teimoso das contas públicas o qual, face à ruína económica operada, não consegue ser equilibrado.


VII - A ALTERNATIVA ?

Como diria todo o mundo (menos o Governo PSD/CDS) é necessário parar já e de forma absoluta, as políticas de austeridade;
Depois é necessário bater o pé ao Barroso e ao Dragui: que nos digam como podemos pagar a dívida que não para de aumentar, perante um PIB que não para de descer, e isso por sua imposição!
A anulação de 50% da dívida (a sua componente especulativa) deve ser exigida;
Tudo isso com um segundo resgate, o qual não poderá ter políticas de austeridade, e só se baseará em políticas de desenvolvimento sustentável (apoio fundamental ás indústrias exportadoras, e aos setores de substituição de importações, para além do fomento agrícola e das pescas!

A NECESSIDADE DO 2º RESGATE ASSOCIADO AO PERDÃO DE 50% DA DÍVIDA SOBERANA, É FUNDAMENTAL PARA TERMOS TAXAS DE JURO BAIXAS, QUE PERMITAM A VIABILIDADE DO NOSSO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

Mas esse 2º resgate terá de ser negociado exclusivamente com base em políticas de  desenvolvimento sustentável, zero políticas de austeridade, e obviamente que passará primeiro por eleições gerais antecipadas, as quais poderiam aliás realizar-se em simultãneo com as próximas eleições autárquicas.

Se souberem outro caminho digam!    
 

AFINAL QUEM DEFENDE OS ANIMAIS DA TORTURA E DA CRUELDADE ?


Os animais, as fêmeas dos animais, os pretos, as mulheres dos pretos, os trabalhadores, as mulheres dos trabalhadores, os senhores, as senhoras dos senhores, ..., enfim, de uma forma geral a sociedade a partir dos ditos senhores, vai desprezando e marginalizando e explorando todos os outros seres sencientes, sempre que esses direitos não estejam contemplados na lei!
As mulheres e os negros já conseguiram ter "alma" e igualdade de direitos e oportunidades (menos nas religiões "bíblicas" -com credos e crenças de há mais de 2000 anos-que ainda consideram a mulher como fonte do pecado  e não admitem que Deus possa ser negro!).
Mas os animais no habitat humano não têm voz, e por isso ainda são considerados como coisas pelos respectivos códigos civis dos países (da UE também!).
Surgiu o PAN (Pessoas Animais, Natureza) com a pretensão de dar voz a quem a não tem, e até ficou no ar a expectativa que agora os animais iriam ter a sua voz, e chegar no mínimo ao seu direito a serem reconhecidos como seres sencientes, já que tal como nós têm cérebro, sistema nervoso e órgãos sensoriais!
Mas o PAN deixou-se dominar pelo marasmo operacional no terreno, dando grande prioridade à ginástica intelectual dos direitos dos animais, mas nomeadamente no plano intelectual - fazendo-o bem- o que se tornou ineficaz no âmbito do direito aos direitos dos ditos animais sencientes no terreno e na lei...
 Os outros partidos parlamentares atentos à sensibilidade dos eleitores para os direitos dos animais, prontificaram-se a protagonizar algumas iniciativas, as quais não foram aproveitadas pelo PAN (que até jogou à defesa) , mas tudo não passou de "fogo de vista"!
E o PAN será hoje o partido que de forma conceptual e intelectualmente falando  melhor defende os animais, os quais se encontram de facto abandonados à sua sorte, beneficiando apenas das acções concretas das associações de animais . O PAN começou a ficar mais conhecido como o partido da "meditação"!
Neste contexto os negócios à custa do sofrimento cruel dos animais continuam: é o caso dos circos (com animais selvagens presos em jaulas minúsculas) e das touradas (em que os toureiros vão dizendo que espetar ferros no dorso do touro é bom para eles e para o touro!!!, mas lá vão colhendo dinheiros públicos de políticos imbecis e corruptos).
Que fazer então?
Se o PAN não apresenta propostas concretas aos partidos parlamentares para defenderem em concreto os direitos dos animais, então que o façam as associações de animais!
E se o PAN se limita a condenar teoricamente as crueldades cometidas contra os animais nos circos e touradas, então as associações de animais que promovam valentes manifestações no terreno contra esses espectáculos bárbaros que usam os animais como "carne de canhão", para os seus empresários e grandes proprietários obterem os seus lucros e vergonhosos subsídios públicos!

sábado, 16 de junho de 2012

"HEIL" ZONA EURO - A CHANTAGEM FINANCEIRA HITLERIANA !


A chantagem financeira  que  os  EUROCRATAS  da UE estão a fazer sobre a GRÉCIA é uma vergonhosa prática anti-democrática.
Os dirigentes da UE dizem defender a democracia, mas comportam-se como os NAZIS HITLERIANOS , ao quererem condicionar os resultados das eleições nos países membros.

Dizem que o poder está no povo, mas quando o povo vai a votos, tentam condicionar o seu voto, com ameaças escandalosas nos "media", pondo os eleitores perante um dilema: ou votas nos partidos  que tal como nós se submetem aos interesses especulativos financeiros internacionais, ou sereis "exluídos" da zona euro!

É escandaloso como as empresas de RATING estão a mergulhar a Espanha numa crise financeira artificial, evidenciando dessa forma que afinal os  accionistas dessas empresas de RATING são os mesmos que ganham com a especulação dos mercados financeiros.

É escandaloso o que querem fazer a Espanha! Tal como já está aconteceu na GRÉCIA e  está  acontecendo em PORTUGAL  que está a ficar sem as boas empresas públicas e sem os seus recursos naturais soberanos, o capital estrangeiro sob a batuta da Alemanha, está a afiar os dentes, para se apoderar das excelentes empresas de Obras públicas Espanholas, dos seus Bancos, e dos seus recursos naturais!

Esta UE com a sua Zona Euro, deitou a coesão económico-social às urtigas , e a pretexto do reequilíbrio orçamental  "já e de imediato" obrigam os países periféricos através de uma chantagem financeira implacável,  a destruírem  as suas economias e a ficarem colonizados pelos interesses económicos  dos países centrais da Zona Euro da UE.

Trata-se de uma conquista, via chantagem financeira,  de mercados operada pela Alemanha, que pretende destruir os mercados internos dos países periféricos, destruir o seu sector produtivo de bens de substituição de importações, e ao mesmo tempo criar nesses países exércitos de desempregados, que promovam reservas de mão de obra barata , para servirem a eventual "deslocalização" das suas indústrias de bens industriais, e ao mesmo tempo conterem a subida de salários nos seus próprios países.

Simultaneamente  o capital  financeiro estrangeiro (o qual não tem Pátria) apodera-se das principais empresas públicas e dos recursos naturais desses países periféricos, os quais ficam estrangulados financeiramente pois a recessão económica diminui-lhes as próprias receitas fiscais, ao mesmo tempo que a sua dívida soberana não para de crescer, derivado dos juros elevados impostos pelos mercados financeiros e pela UE/FMI.!

Embrutecidos, os governantes dos países periféricos, alinham imbecilmente nessa estratégia suicida, quando deviam unir esforços e baterem o pé a essa chantagem financeira hitleriana!